A polícia já pediu a prisão dos três jovens que aparecem em um vídeo postado na internet violentando duas adolescentes, estudantes do Colégio Paulo VI da Cidade Operária em São Luís. O trio ainda não foi capturado.
Segundo os familiares das adolescentes, as mesmas foram dopadas e estupradas por três jovens. O ato sexual foi filmado e divulgado na internet, na última sexta-feira (28). Um abaixo-assinado também está sendo divulgado pelo tio de uma das estudantes na internet (site www.peticaopublica.com.br) para levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O crime teria ocorrido na tarde do dia 4 de setembro último. A estudante contou aos parentes que foi sequestrada na porta do Colégio Paulo VI, e levada para uma casa, em local desconhecido, onde foi obrigada a ingerir bebida alcoólica misturada com uma substância desconhecida.
De acordo com o pai de uma delas, que mora no Jardim Tropical, os três sequestradores estavam num Corsa Classic, e abordaram a menina por volta das 13h, obrigando-a a entrar no carro. A jovem identificou dois dos rapazes: Tyrone (que teria 25 anos) e Fernandinho.
A estudante revelou à família que só foi despertar às 18h, quando chegava à praça do Viva Cidade Operária, onde foi deixada pelos rapazes.
Outra versão
Vizinhos da menina disseram, no entanto, que a estudante havia saído no 4° horário do colégio e ido, na companhia de mais duas adolescentes, a uma residência, beber com os três rapazes.
Na ocasião, uma das meninas estaria menstruada e a outra teria filmado as imagens do estupro da terceira, que foram parar na internet.
O tio da garota, Paulo Mendonça escreveu, no site Petição Pública: “Três monstros sequestraram minha sobrinha e a violentaram, e não satisfeitos ainda colocaram o vídeo na internet. No vídeo, eles riem o tempo todo, falam que querem estar na mídia, ou seja, têm certeza de que nada vai acontecer com eles. Estamos todos abalados, e não sabemos o que fazer, pois há semanas já fizemos a denúncia na delegacia, mas até deboches já escutamos por parte de pessoas da delegacia, e estamos ultrajados, sem saber que medidas tomar”.
O caso foi denunciado na Delegacia Especial da Cidade Operária (Decop), no mesmo dia do crime (4 de setembro passado).
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