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"Vamos conversar para chegar a um ajuste de conduta, em que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) se comprometa a melhorar os serviços oferecidos a população".
Mesmo com a divisão, a população de baixa renda será sentirá no bolso o reajuste. O autor da representação, vereador Batista Matos (PPS), afirmou que este reajuste é injustificável devido ao precário abastecimento de água em diversos bairros da cidade. "Existe uma grande deficiência no abastecimento, e o racionamento é um problema enfrentado há décadas. A Caema só trabalha no improviso, e apesar da divisão tarifária luto para que o Ministério Público entre com uma ação civil contra a Caema", explicou.
A proposta de divisão do aumento de 86,9% surgiu após dialogo mantido entre a promotora Lítia Cavalcanti e o diretor da Caema, engenheiro João Reis Moreira Lima, que procurou o MP tão logo soube que o órgão entraria com uma ação civil pública contra o aumento, com base na representação do vereador Batista Matos (PPS).
A equipe de reportagem tentou contato com o diretor da Caema, João Reis Moreira Lima, mas até o fechamento desta edição não obteve sucesso.
Em audiência realizada dia 9 de novembro na Assembleia Legislativa, João Reis afirmou que o aumento está baseado na necessidade de realinhar as tarifas de água e esgotos previstas no Plano Nacional de Saneamento. "A nossa Companhia padece de um déficit operacional histórico, mas asseguro, com toda certeza, que a Caema cobra a menor tarifa do país e a qualidade dos serviços da Companhia acaba sendo comprometida por conta da defasagem que hoje existe tanto na arrecadação quanto no faturamento da empresa", disse o diretor.
O diretor-presidente da Caema disse ainda na audiência, que o reajuste pretendido pela Companhia é um dos meios para buscar o equilíbrio entre o custo dos serviços e a receita operacional que, segundo ele, está defasada em cerca de 50%.
Abastecimento precário
Em contrapartida, o vereador Batista considera "uma vergonha" a cobrança de reajustes sendo que não somente o abastecimento é precário, mas também o saneamento. "Milhares de famílias em São Luís continuam sem água e recebem conta para pagar. Começo a achar que a proposta de 86,7% foi colocada para conseguir ao menos 40% de reajuste e o tratamento de esgoto não existe, afirmou o vereador Batista.
A promotora Litia Cavalcanti busca entendimento entre as partes de forma que a população não sofra sacrifícios no bolso. "O quer queremos é resolver a situação. De um lado esta a população que não concorda e não merece o aumento de 86,9% e do outro a Caema que corre o risco de falir se o realinhamento não for feito", explicou a promotora.

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