Em sobrevôo realizado na manhã de ontem sobre a embarcação Vale Beijing, que está atracada na costa de São Luís com uma rachadura no tanque de lastro, a reportagem de O Imparcial detectou o desnível entre a parte frontal do navio com a parte traseira, a popa. O fundo da embarcação está mais submerso que a frente da embarcação. Na parte traseira, a água já chegou aos limites da linha de flutuação do navio, conhecida como calado.
Também foi constatada que a colocação das bóias de contenção para prevenir um eventual vazamento de óleo ainda não tinha sido iniciada até o meio-dia de ontem. O procedimento foi determinado pela Superintendência no Maranhão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama). O órgão federal estabeleceu o final do dia de ontem como prazo para a empresa STX Pan Ocean, proprietária do navio, instalar as barreiras de contenção no mar.
No momento em que a reportagem esteve no local três outras embarcações menores navegavam ao redor do Vale Beijing. Havia uma lancha que contornava o navio e dois rebocadores sendo que um deles estava ligado ao Vale Beijing e o outro se aproximava em uma manobra que indicava a substituição. Os vertedouros de água dos tanques de lastro permaneciam acionados jorrando o líquido do interior dos tanques.
Durante as coletivas realizadas ao longo da semana com a imprensa, o comandante da Capitania dos Portos, capitão de Mar e Guerra Nelson Ricardo Calmon Bahia, esclareceu que até o momento não há risco de vazamento de óleo ou de minério e que a avaria está restrita ao tanque de lastro. Ele destacou a necessidade de monitoramento constante ao Vale Beijing por ser uma embarcação de grande porte. Qualquer manobra que executada erroneamente pode comprometer a estrutura do navio.

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