Like us On Facebook

14 de outubro de 2011

Advogado de dono de restaurante que explodiu admite que local abrigava seis cilindros de gás

Defensor disse que Corpo de Bombeiros nunca inspecionou o estabelecimento



Monique Cardone / R7
explosão no centro do RIo - monique - 13.10.2011
Prédio ficou praticamente destruído após a explosão
Publicidade
O advogado do proprietário do Filé Carioca, que explodiu nesta quinta-feira (13), Bruno Castro, admitiu que o estabelecimento mantinha seis cilindros de gás GLP (gás liquefeito de petróleo), que era proibido no prédio. A principal suspeita é de que um vazamento de gás dos cilindros, que ficavam no subsolo do edifício, tenha causado a explosão, que deixou três mortos e 17 feridos.

- O Corpo de Bombeiros jamais foi verificar a situação do restaurante e a prefeitura nunca tocou no assunto. Ela sabia que era um restaurante e precisava de gás para funcionar.

Castro disse que os botijões encontrados no dia do acidente não eram do Filé Carioca. Ainda segundo o defensor, nenhum órgão fiscalizador exigiu que esse sistema fosse alterado. Em relação aos alvarás provisórios desde 2008, quando o restaurante foi criado, Castro diz que isso não significa que o comércio funcionava de modo irregular.

- Toda vez que prefeitura tinha alguma exigência, o dono a atendia. Se houvesse um risco imenso, a prefeitura não autorizaria.

Para dar exemplo, o advogado disse que o restaurante chegou a ser multado recentemente. O estabelecimento foi multado por causa do toldo, que pendia sobre a calçada, e sobre a necessidade de água quente para os recipientes de saladas.

- Todas as exigências foram atendidas.
O dono do restaurante, Carlos Rogério do Amaral, passou mal após a explosão e foi liberado do hospital na noite de quinta-feira. Ele e seu irmão, que também trabalhava no estabelecimento e teve uma das pernas ferida, devem prestar depoimento neste sábado (15). No entanto, o advogado disse não saber se ele terá condições de comparecer à delegacia, já que ainda está sendo medicado por conta de seu estado de saúde.
- Vai depender da condição mental do dono.

Já os delegados da 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá), Alcides Alves e Antonio Bonfim, a data do depoimento de ambos continua marcada para este sábado. Na quinta, Bonfim afirmou que o dono do estabelecimento pode ser indiciado por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco pela morte).


Nenhum comentário:

Subscribe Here

Recent Posts Box 2

Sponsor

Social

Social Share

Recent

Recent Posts

Popular Posts